Ídolo tricolor nos anos 90, Super Ézio falece de câncer no Rio, aos 45 anos
Ex-jogador descobriu a doença em outubro de 2010, mas só a tornou pública recentemente. Velório será nesta quinta-feira no Salão Nobre das Laranjeiras

O Fluminense está de luto. Faleceu na noite desta quarta-feira o ex-atacante Ézio Leal Moraes Filho, o Super Ézio, ídolo tricolor na década de 90 e nono maior artilheiro da história do clube, com 119 gols em 237 jogos. Ele estava internado em um hospital de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, por causa de um câncer no pâncreas.
A pedido da família, o velório será realizado nesta quinta-feira no Salão Nobre das Laranjeiras, de 9h a 15h.
Jogador do Fluminense entre 1991 e 1995, e também com passagens por outros clubes como Atlético-MG, Bangu, Olaria e Americano, Ézio descobriu a doença em outubro de 2010. Mas só a tornou pública no início do último mês de setembro, quando, apesar dos diversos tratamentos, o câncer avançou e se tornou incontrolável. Na época, o atacante Fred lembrou o ídolo da torcida entrando em campo com uma camisa com o nome de Ézio às costas na partida contra o Corinthians, em 11 de setembro, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. A homenagem deu sorte, e o Tricolor venceu a partida justamente com o gol de seu atual camisa 9.
O presidente Peter Siemsen decretou sete dias de luto pelo falecimento do ídolo.
- Ézio é um dos maiores artilheiros da história do Fluminense. Em um momento difícil para o clube, a década de 90, ele talvez tenha sido o maior ídolo daquela geração. Estamos sentindo muito esse falecimento. A perda de um ídolo dói demais - lamentou Siemsen, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM, direto dos Estados Unidos, onde está a trabalho.
Ézio é o segundo jogador importante da história tricolor a falecer de câncer em pouco menos de dois meses. No fim de agosto, o ex-zagueiro Pinheiro, de 79 anos, segundo jogador que mais vestiu a camisa do Fluminense, com 605 jogos entre 1949 e 1963, também foi vítima da mesma doença.
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