Convite para o lançamento do livro “Três no Divã”
Será lançado neste sábado às 17h 30min no Núcleo de Estudos Fronteiriços da UFPel, antigo prédio da Caixa Econômica Federal, o livro “Três no Divã”, do psicanalista João Gomes Mariante. A obra, segundo o autor, é um ensaio literário e filosófico que utiliza instrumentos da psicanálise para observar o mundo da política. Mariante parte de três dos maiores nomes da política brasileira do século XX: Getúlio Vargas, Oswaldo Aranha e Flores da Cunha. “Eles surgiram na cena política nacional com a Revolução de 1930. Sua influência foi decisiva até, pelo menos, o golpe de 1964. Hoje ainda percebe-se a sua sombra no espectro político do País. Por isso ainda é importante entendê-los”, diz o autor. Ele explica que procurou descobrir as motivações inconscientes nas ações políticas em que se envolveram os três líderes - “desde os embates armados nas escaramuças sulinas até os recuos inerentes à política palaciana”. Não fica de fora tampouco a questão do suicídio, ao qual Getúlio Vargas recorreu quando os inimigos o encurralaram e ao qual Aranha e Flores não eram insensíveis. Quando enfrentaram de peito aberto o perigo, muitas vezes desnecessário, eles também manifestaram tendências suicidas. O livro, da JÁ Editores, tem 200 páginas e estará sendo autografado pelo autor na sessão de lançamento. Para o Editor Elmar Bones, neste instigante ensaio “literário e filosófico”, o autor João Gomes Mariante usa o bisturi da psicanálise para dissecar a política. Serve-se de três dos maiores personagens da política brasileira, para identificar - por trás das atitudes destemidas, do discurso altissonante e, até, dos recuos e negaças - as motivações inconscientes da ação política. Getúlio Vargas, Oswaldo Aranha e Flores da Cunha foram os vitoriosos de 1930. Tomaram o poder pelas armas, jogaram a vida para alcançar o poder. Desafiaram a morte e não hesitaram quando foi necessário matar. Tudo em nome da população. Para melhorar a vida do povo - libertá-lo dos grilhões da pobreza, resgatá-lo para a vida republicana, dos direitos e oportunidades iguais.
Por Arthur Montanari
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